ABIC: Preço do café deve subir até 40% nos supermercados
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ABIC: Preço do café deve subir até 40% nos supermercados

ABIC: Preço do café deve subir até 40% nos supermercados

Bolso do consumidor sentirá aumento a partir de setembro. Entidade reconhece dificuldade do setor, mas descarta possibilidade de desabastecimento

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O bolso do consumidor final deverá sentir o aumento do preço do café nos supermercados até o final de setembro. A informação é da Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC), divulgada pelo portal Notícias Agrícolas.

Isto porque a crise na cafeicultura, até o momento vivenciada pelo setor produtivo e industrial, é um dos motivos, além da seca prolongada e as geadas ocorridas em julho.

Impacto no preço do café nos supermercados

Assim, o diretor executivo da ABIC, Celírio Inácio, declarou que o aumento nos custos dos insumos, volume da safra, condições climáticas e a continuidade da pandemia de Covid-19, devem provocar um aumento de 35% a 40% do produto. Ainda de acordo com ele, trata-se do maior aumento registrado há pelo menos 25 anos no país.

Segundo a reportagem do NA, assim com as demais cadeias do mercado de café, a ABIC também destaca a incerteza com a produção de 2022. O ciclo é de alta, no entanto as condições climáticas cada vez diminuem as expectativas de uma safra grande para o café tipo arábica. As expectativas estão nas chuvas e na florada do café.

Em relação ao abastecimento interno, Inácio destaca que essa não é uma preocupação no curto prazo, mas já deverá ser na safra do próximo ano. Isto porque para o ano que vem, o diretor disse que o mercado sentirá a pressão dos preços mais altos e com o café mais disputado para exportação.

“Não vejo desabastecimento no mercado interno, mas é claro que teremos essa disputa. Há sim bastante dificuldade, mas ainda há bastante café para negociação”, comenta na reportagem do NA. 

Em relação à demanda, a ABIC destaca que o café, apesar da pandemia, quase não teve o repasse final ao consumidor final. Mas, a entidade reconhece que com o poder aquisitivo mais baixo, é natural que o consumidor busque por novas marcas e faça trocas que se enquadre no orçamento.

“A alta no preço não é favorável para ninguém. A boa notícia é que nós temos, cada vez mais, um café de qualidade no mercado”, finaliza Inácio.