Agricultura Regenerativa: o futuro da agricultura sustentável
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Analista ESG da Cooxupé

Agricultura Regenerativa: o futuro da agricultura sustentável

Entenda no artigo de Matheus Franco Severino o porquê agricultores, empresas e entidades públicas estão voltadas para esse tema.

Você sabe o que é agricultura regenerativa? Para responder essa pergunta, precisamos entender o porquê agricultores, empresas e entidades públicas estão voltadas para esse tema que vem ganhando os holofotes ano a ano.

Efeitos climáticos x regeneração

O combate aos efeitos das mudanças climáticas é pauta de diversas discussões em todo o globo. Diversas ferramentas e atividades foram e estão sendo criadas para auxiliar nessa tarefa.

Quando nos deparamos com o setor agrícola, a implementação de ações sustentáveis auxilia o produtor na redução de custos e maior produtividade que por consequência, favorece o sequestro de carbono na atmosfera e com a possibilidade de ganhar créditos por isso.

A agricultura regenerativa, então, relaciona-se com um conjunto de práticas adotadas no ambiente agrícola voltadas para melhoria das condições do solo, água, biodiversidade e sequestro de carbono para “regeneração” das condições ambientais, mitigando os efeitos das mudanças climáticas.

Agricultura Tecnológica

O desenvolvimento de novas tecnologias no mercado, voltadas a digitalização de procedimentos e processos, são cada vez mais requisitadas, sobretudo no setor agrícola, onde o agrobusiness é diretamente beneficiado desse movimento.

Técnicas de geoprocessamento e sensoriamento têm crescido consideravelmente na agricultura, auxiliando no diagnóstico e mapeamento de diversas características da região do plantio e favorecendo a inclusão digital de produtores rurais para implantação de boas práticas em suas culturas.

As tecnologias sensoriais auxiliam na investigação das condições do objeto ou da região que está sendo medida. Alguns sensores, como o magnético por exemplo, são capazes de avaliar características essenciais do solo que, com o auxílio de ferramentas de inteligência artificial, facilitam a análise e entendimento da área agrícola de estudo para adoção de medidas que favoreçam a produtividade e combate aos efeitos climáticos.

Solo: onde tudo começa

O entendimento das características do solo, que muitas vezes é deixado em segundo plano, é fundamental para a tomada de decisão de melhores práticas agrícolas que serão desenvolvidas naquela região.

De acordo com Diego Siqueira, diretor executivo da Quanticum e parceiro da Cooxupé, a composição do solo é de 25% de ar, 25% de água, 5% de matéria orgânica e 45% de minerais que, por sua vez, influenciam na disponibilidade de nutrientes e outras características agronômicas da terra.

Segundo Siqueira, as argilas, que estão presentes na parte mineral da composição do solo, representam os fatores que mais influenciam na sua formação. Para cada interação, um tipo de argila diferente e reagindo de forma distinta para determinado tipo de insumo: adubos, defensivos agrícolas e outros.

Projetos na Cooxupé

Portanto, ao realizar o levantamento dos tipos de argila de uma determinada região, é possível escolher de forma assertiva áreas que irão favorecer a produção e economia para o produtor que, por meio de boas práticas, contribuirá com uma agricultura mais sustentável.

A Cooxupé sempre está empenhada em se atualizar sobre questões voltadas à inovação e tecnologia. Com isso, e Cooperativa se juntou a Quanticum, empresa especializada no diagnóstico, mapeamento e gestão da saúde dos solos, para mapear em 80 fazendas, totalizando 10 mil hectares de lavouras de café.

A tecnologia desenvolvida pela empresa identifica o tipo de argila através de sensores magnéticos que abastecem uma base de dados. A análise é feita por meio de inteligência artificial, sendo possível verificar os resultados com um tablet/celular. A implantação do projeto influenciou na tomada de decisão do produtor rural para aumento de produtividade, redução de custos e maior sequestro de carbono.

Fonte: Quanticum, 2021