Beber café pode diminuir risco de arritmias cardíacas
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Beber café pode diminuir risco de arritmias cardíacas

Beber café pode diminuir risco de arritmias cardíacas

Estudo foi publicado pela revista científica Jama Internal Medicine e analisou o consumo da bebida de mais de 386 mil pessoas

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Qual a relação entre café e arritmias cardíacas? Matéria da CNN Brasil sobre estudo da revista científica Jama Internal Medicine traz a resposta.

De acordo com a reportagem, o trabalho descobriu que o hábito de beber café está associado à queda nos riscos de desenvolver arritmias cardíacas. Bem como a fibrilação arterial, uma frequência irregular do coração e muitas vezes acelerada. Condição que provoca a má circulação do sangue.

A princípio, o estudo analisou o consumo de café de mais de 386 mil pessoas. Isso em um período de três anos.

Depois, esse consumo foi comparando com casos de arritmias cardíacas. Entre elas, a fibrilação arterial.

Os pesquisadores descobriram que cada xícara de café consumida estava associada à diminuição em 3% dos riscos de arritmia.

Tudo depois dos pesquisadores descartarem hábitos e doenças que poderiam causar palpitações.

Café e arritmias cardíacas

De acordo com a reportagem, os autores do estudo também investigaram genes associados à agitação provocada pelo café.

O chamado “gene do café” (CYP1A2) é o que ajuda no processamento da cafeína pelo corpo. 

Assim, pessoas que têm esses genes ativos processam o café de maneira normal. O que significa que podem tomar café sem sentir nenhum efeito. 

No entanto, o estudo aponta que, quando há mutação nesse gene, o organismo pode passar a metabolizar o café de forma mais lenta.

Isso faz com que os efeitos da cafeína tenham uma duração maior ou sejam mais sentidos.

Metabolismo

O estudo não identificou nenhuma associação séria entre a dificuldade para metabolizar o café e a arritmia. 

Hoje, a ciência tem uma visão diferente em relação à ideia de que o café causa palpitações.

Isto porque uma revisão de 201 análises mostra que o consumo moderado de café é, em tese, mais benéfico do que prejudicial à saúde.