Bons preços elevam área de café em formação no Brasil
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Bons preços elevam área de café em formação no Brasil

O país tem, nesta safra, uma área de 392 mil hectares de cafezal em formação, um expressivo aumento de 41% em relação à anterior

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Os bons preços estão elevando a área de café em formação no Brasil que, nesta safra, conta com uma área de 392 mil hectares de cafezal em formação, um aumento de 41% em relação ao período anterior.

De acordo com publicação da coluna VaiVém das Commodities na Folha de S. Paulo, a área total de café vem caindo nas últimas décadas. Mesmo assim, o Brasil obtém produção recorde, como foi a de 2020, quando o país atingiu 63 milhões de sacas. Essa evolução da produção se deve ao aumento de produtividade, que deverá ser ainda maior nos próximos anos.

Segundo a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), a área total de café no país é de 2,2 milhões de hectares. Deste volume, 1,82 milhão está em produção. Quando as demais áreas de café estiverem produzindo, o que poderá ocorrer de um a três anos, o rendimento será bem melhor.

Produção acelerada

A matéria também informa que a assessora técnica da Comissão Nacional do Café da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), Raquel Miranda, aponta que fatores como o produtor mais capacitado, o uso de tecnologia e melhor manejo foram fundamentais nessa aceleração da produção. Além disso, a busca da produtividade se faz necessária, devido aos aumentos de custos, principalmente, os de mão de obra.

A assessora técnica da CNA ressalta que, neste período de pandemia, em que a migração de trabalhadores ficou limitada pelo coronavírus, as dificuldades dos produtores são ainda maiores. Para um bom retorno financeiro, os produtores de café arábica devem obter de 40 a 50 sacas por hectare. Abaixo de 30, as finanças ficam comprometidas. A produção de arábica soma 68% da produção total do país nesta safra de bienalidade negativa.

Renovação das lavouras

Ainda de acordo com a publicação da Folha de S. Paulo, o aumento de área de café em formação é favorecido por uma conjuntura atual. Este é um ano de bienalidade negativa, quando as lavouras produzem menos. Um ano de boa safra, como foi o de 2020, sempre é seguido por um de produção menor.

Segundo Bernardino Cangussú, engenheiro agrônomo e coordenador técnico estadual da Emater/MG, é por isso que os produtores optam por uma renovação das lavouras nesse período de menor produção, o que permite uma redução até nos custos com a colheita,

O coordenador da Emater/MG destaca ainda que o aumento de renovação de área é provocado, também, pela crise hídrica que assola o país, já que o produtor aproveita o bom momento de preços do produto para renovar as lavouras menos produtivas e mais afetadas pela seca.