Broca do café: entenda a importância da catação e varrição para controle
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Broca do café: práticas são importantes para controle da praga

Broca do café: práticas são importantes para controle da praga

Principal prejuízo da broca é a destruição parcial ou total dos grãos, que são perfurados e comidos pelas larvas do inseto

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A broca do café é um problema sério que atinge as lavouras. Para controlar essa praga é muito importante, após a colheita, realizar a catação de frutos remanescentes nos pés de café. Assim como, fazer a varrição que consiste em juntar e recolher os frutos de café caídos ao chão.

O vídeo “Catação e varrição para controle de broca”, explica que o principal prejuízo dessa praga é a destruição parcial ou total dos grãos. Pois, são perfurados e comidos pelas larvas do inseto. Com isso, ocorre perda de peso e do rendimento dos frutos.

O ataque da broca também provoca a queda dos grãos novos, representando uma perda adicional na produtividade. Outro prejuízo é com a perda de qualidade do café, pois grão brocados representam defeitos, significando um tipo pior do café na fase de classificação.

“Ao final da colheita é muito importante ficar atento à sobra de café na lavoura, deixar o mínimo possível na planta, e fazer um repasse bem feito”, diz Edson Luiz Miranda, engenheiro agrônomo TDM da Cooxupé.

“Tanto que falamos para até soprar e recolher com a máquina para não ter problemas para frente”, completa.

De acordo com ele, quanto mais café deixar na planta e no chão, a broca fica até 100 dias nesse fruto. “Assim, quando começa a nova florada, que começa o chumbinho, essa broca dá uma nova revoada e começa a perfurar os frutos”, orienta.

Controle da broca

Por isso que a varrição bem feita resulta em uma menor população da praga para a safra seguinte. Sendo, portanto, uma prática cultural muito indicada para auxiliar no controle da broca.

O cooperado da Cooxupé em Estrela do Sul/MG, Wilson Rodrigues Mendes, conta que sofria com o problema de broca. “Mas, depois que a Cooxupé se instalou em Monte Carmelo, com a ajuda dos agrônomos que nos ensinaram e explicaram para depois da colheita fazer o repasse e cata manual também, além do uso de produto biológico, não tivemos mais problemas”, conta.

As melhores condições para o ataque da broca ocorrem em zonas de clima mais quente. Pois nessa situação o inseto tem seu ciclo – de ovo a adulto – em tempo reduzido, condicionando maior número de gerações no ano.

Assim, resulta em maior população do inseto e maior ataque.

Quer saber mais? Confira o vídeo do Cooxupé em Foco: