Café brasileiro se tornou aliado de atletas australianos nas Olimpíadas
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Café brasileiro se tornou aliado de atletas australianos nas Olimpíadas

Café brasileiro se tornou aliado de atletas australianos nas Olimpíadas

Ação incluiu carrinho de café para a seção da Austrália na Vila Olímpica, em Tóquio

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A Austrália encerrou a partição nos Jogos Olímpicos de Tóquio em sexto lugar no quadro de medalhas, com 46 conquistas de pódios. O resultado é 58% melhor do que o conquistado no Rio, em 2016. Isto porque na época, a delegação do país somou 29 medalhas e ficou na décima colocação no quadro geral. E, além de fatores como o bom desempenho individual, sorte, amplo financiamento, preparação e planejamento cuidadosos, a melhora excepcional nesse desempenho nas Olimpíadas tem um aliado especial: o café brasileiro.

Reportagem especial publicada pelo The Guardian mostra que Comitê Olímpico Australiano (AOC) planejou meticulosamente todos os aspectos da participação do país em Tóquio. Pois, o grupo se concentrou nos mínimos detalhes, quando a Covid interrompeu os Jogos no ano passado. Esse planejamento incluiu, no entanto, a instalação de um carrinho de café na seção australiana da vila olímpica. Isto para garantir que os atletas pudessem desfrutar do gostinho de sua casa em Tóquio. Eles também puderam provar blends especiais, inclusive com grãos vindos direto do Brasil.

Barista especial

E uma peça essencial nessa rede de apoio gerada pelo café aos atletas australianos em Tóquio foi a chegada do barista Elliot Johnson à Vila. Fanático por café da cidade de Melbourne, o barista está no Japão há quase cinco anos. Foi a escolha perfeita para um dos trabalhos mais importantes na Vila.

O barista, que atuava no carrinho com um colega, foi abraçado pela equipe australiana. “Ele faz um café muito bom”, disse a ex-nadadora olímpica e chefe de delegação do Comitê Olímpico Australiano em Tóquio, Susie O’Neil.

Johnson e seu colega fizeram, em média, 600 cafés todo dia, das 06h30 da manhã em diante, usando três máquinas Linea Mini. Atletas australianos aprovaram um blend de grãos de Papua Nova Guiné e Brasil, torrado localmente, não longe da Vila. “Tem muita variedade”, disse Johnson sobre o blend. “Um expresso é muito saboroso, tem muita riqueza”. O pedido mais popular foi um café curto forte com leite.

Estratégia

Segundo o Comitê Australiano, o carrinho de café foi só uma parte da estratégia para assegurar que a equipe australiana se sentisse em casa. Mas, também evitou maior contato com atletas de outras nações, para minimizar o risco de Covid.

Os atletas australianos aprovaram a estratégia e os resultados foram observados no pódio e no saldo final de medalhas da delegação. Do total de medalhas conquistadas, 17 foram de ouro –o melhor desempenho desde os jogos de Atlanta, em 20004 – sete de prata e 22 de bronze. Nas últimas olimpíadas, no Rio, foram oito medalhas de ouro, 11 de prata e 10 bronze.

“Sinto que meu colega e eu, com o café, fornecemos uma pequena pausa do que imagino que seja um momento muito estressante, um momento empolgante, mas assustador para os atletas”, concluiu o barista.