Cafeicultura brasileira é impulsionada pelo cooperativismo
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Cafeicultura brasileira é impulsionada pelo cooperativismo

Cafeicultura brasileira é impulsionada pelo cooperativismo

No Brasil há 97 cooperativas de café registradas no sistema das Organizações das Cooperativas Brasileiras (OCB); cafeicultura segue como um dos destaques do agro brasileiro

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O agronegócio segue sendo um dos grandes motores da economia do Brasil. Mesmo diante da pandemia, o setor continua produzindo em larga escala, contribuindo para girar a roda da cadeia alimentícia mundial. As cooperativas agropecuárias se destacam impactando o setor. Com 175 anos de existência no Brasil, o cooperativismo tem como objetivo unir produtores rurais para juntos fortalecerem o poder de escala e a atuação no mercado global, destacou o Conselho Nacional do Café (CNC), em artigo publicado na Folha Rural de fevereiro, com informações do portal de notícias Poder 360.

Ou seja, as cooperativas do ramo agro exercem um papel fundamental na assistência técnica, industrialização, estocagem e comercialização de toda a produção dos cooperados. Ademais, com o surgimento de novas tecnologias, as cooperativas têm levado cada vez mais modernidade ao campo, abastecendo os lares brasileiros com alimentos de qualidade e contribuindo diretamente para a economia do país.

E para mostrar a força desse setor, a Revista Forbes destacou, no final de 2021, as 100 maiores empresas do agronegócio brasileiro. A Lista Forbes Agro 100 reuniu empresas que tiveram pelo menos R$1 bilhão de faturamento em 2020. Entre as 100 maiores empresas agro do Brasil, 20 são cooperativas que respondem por mais de 50% do PIB brasileiro. Dentre elas, destacamos nossas cooperativas de café: Cooxupé, Coopercitrus e Coagril que foram destaques na Forbes.

Hoje, o Brasil conta com 1.173 cooperativas agro espalhadas pelo país, que representam cerca de 1 milhão de produtores rurais. Assim, em razão deste grande número, se destaca também o trabalho da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) como entidade fundamental para a união do setor. Bem como o Conselho Nacional do Café (CNC) que é o braço operacional das cooperativas cafeeiras do país.

Força do cooperativismo

A força do cooperativismo no agro se comprova na comercialização, afinal praticamente metade da produção agropecuária do Brasil são de cooperados. Os destaques vão para o trigo (75%); café (55%); milho (53%); soja (52%); e suínos (50%). O setor gera mais de 200 mil empregos diretos por ano, levando qualidade de vida e desenvolvimento.

No Brasil existe hoje 97 cooperativas de café registradas no sistema das Organizações das Cooperativas Brasileiras (OCB). Elas estão localizadas nos estados da Bahia, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rondônia e São Paulo e contam com cerca de 330 mil cafeicultores. Contudo, o sul de Minas abriga a maior cooperativa de café do mundo, a Cooperativa Regional de Cafeicultores de Guaxupé (Cooxupé). Assim, o diferencial dessas cooperativas é que, além de gerar emprego e renda, elas promovem o desenvolvimento econômico e o bem-estar social aos cooperados.

De acordo com o presidente do CNC, Silas Brasileiro, as cooperativas desempenham um papel muito importante na cadeia produtiva do café. “As cooperativas permitem que o produtor se profissionalize, tornando-se um empresário rural. Além disso, elas orientam o produtor nas questões comerciais e são um polo de desenvolvimento tecnológico para a colheita. Viabilizando acesso aos mercados e a segurança da comercialização do cooperado, bem como contribuir na geração de milhões de postos de trabalho anualmente no Brasil.”

Representatividade da cafeicultura

No ano de 1999, em um trabalho à época dos deputados Silas Brasileiro e Carlos Melles, visando fortalecer o sistema cooperativista, o Banco Central autorizou o funcionamento dos democráticos bancos cooperativos, surgindo assim bancos como o SICOOB/BANCO COOPERATIVO SICOOB S.A. Hoje, no entanto, a cafeicultura conta com uma estrutura de representação que nenhuma outra cultura tem.

O Conselho Deliberativo da Política do Café (CDPC) e o Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) funcionam como um banco privado de financiamento ao produtor rural, que o auxilia em todos os momentos de crise e intempéries. O Conselho Nacional do Café é composto pelas cooperativas e associações de produtores de café do Brasil, além das cooperativas e bancos de crédito, servindo de estrutura para centralizar as demandas dessas instituições e defendê-las nas demais instâncias necessárias, como o Congresso Nacional, os Ministérios do Governo Federal, as entidades parceiras e os organismos internacionais.