China e Colômbia aumentam compras de café brasileiro
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China e Colômbia aumentam compras de café brasileiro

China e Colômbia aumentam compras de café brasileiro

Café do Brasil quase dobrou presença no mercado chinês em apenas um ano e atende mais da metade da demanda colombiana

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Países como a China e a Colômbia aumentaram as compras de café brasileiro. É o que mostra reportagem divulgada pela Bloomberg Línea.

De acordo com a matéria, no ano que as exportações nacionais recuaram 9,7% e somaram 40,3 milhões de toneladas, os embarques para a China aumentaram 65%.

O volume de 309,7 mil toneladas ainda é tímido perto das compras realizadas pelos maiores clientes do Brasil, mas é consideravelmente superior às 187,6 mil sacas importadas em 2020.

China

Na prática, o café do Brasil quase dobrou em apenas um ano sua presença no mercado da China. Mesmo com outros importantes fornecedores tendo uma posição logística mais favorável, caso do Vietnã, Indonésia e Índia. De todo o café consumido na China em 2020, apenas 4,5% foi fornecido pelo Brasil. Assim, no ano passado, essa fatia cresceu para 7,4%.

A China já figura, pois, entre os dez maiores consumidores do mundo e tem um dos mais acelerados ritmos de crescimento.

Enquanto o consumo do mundo cresceu 2,8% nos últimos cinco anos, na China, o aumento foi de 45% no mesmo período. E o Brasil se aproveitou desse contexto em 2021.

Sucesso com Colômbia

A reportagem reforça ainda que o sucesso do café brasileiro não fica restrito aos países que não produzem o grão.

Terceiro maior produtor e exportador do mundo, a Colômbia foi o país que mais aumentou as importações de café do Brasil no ano passado. Isto porque os embarques para o vizinho da América Latina chegaram a 1,15 milhão de sacas. Um incremento de 289,5 mil sacas sobre as 868,1 mil sacas vendidas em 2020.

O consumo doméstico da Colômbia é pouco superior a 2 milhões de sacas por ano (metade do consumo chinês). Assim, o Brasil já é responsável por atender mais da metade do café consumido dentro das fronteiras colombianas.

Por outro lado, a estratégia do vizinho da América Latina é exportar a maior parte de sua produção, muito valorizada no mercado internacional. Especialmente nos Estados Unidos, e abastecer o mercado doméstico com um produto mais barato, no caso, o do Brasil.

Interesse no café brasileiro

O aumento do interesse de Colômbia e China pelo café do Brasil no ano passado, no entanto, não foi uma realidade para os demais países.

Dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) mostram que os principais clientes brasileiros reduziram suas compras.

Em termos absolutos, a maior redução veio da Alemanha. Segundo maior destino das exportações nacionais, o país europeu importou 6,5 milhões de sacas de café do Brasil no ano passado. Pouco mais de um milhão a menos que o volume de 2020.

Para Nicolas Rueda, presidente do Cecafé, os gargalos logísticos no comércio marítimo mundial impactaram o resultado final. “Observamos uma melhora no fluxo dos embarques em dezembro. Ainda assim, projetamos que o Brasil deixou de exportar cerca de 3 milhões de sacas e de receber aproximadamente US$ 465 milhões em receita”, estimou Rueda à Bloomberg Línea.

Apesar do menor volume exportado no ano passado, o desempenho das exportações foi o terceiro melhor da história.