Conheça a história e tipos únicos do café no Brasil
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Conheça a história e tipos únicos do café no Brasil

Dia Internacional do Café: país é o maior produtor e exportador do mundo e está em segundo lugar como mercado consumidor

3 minutos de leitura

O café pode ter muitas versões, o tradicional coado, pingado, expresso ou ainda como ingrediente para o cappuccino ou o macchiato. Porém, o consumo do produto na primeira refeição do dia é tão significativo que a batizou de “café da manhã”. E, no Brasil, esse ritual ganha ainda mais significado por conta dos tipos únicos do café do país.

Neste Dia Internacional do Café, o Ministério da Agricultura divulgou um material especial sobre a bebida.

Assim, como uma tradição, o café simboliza simpatia, alegria e hospitalidade do povo brasileiro, além de ser um elemento de sociabilidade para diferentes culturas.

Tipos únicos de café

No Brasil, o café também representa a excelência do agro. E coloca o país na liderança isolada como maior produtor e exportador do mundo e em segundo lugar como maior mercado consumidor da bebida.

É o café brasileiro que reúne também o maior número de produtos com o registro de Indicações Geográficas (IGs), totalizando 13. 

“Além de indicar a sua qualidade, é pelo registro que se vincula o produto a uma forma única de produção. Isso leva em consideração características do território, da cultura e das pessoas que o cultivam”, diz a reportagem Ministério.

Das Matas de Rondônia, por exemplo, vem o café Robustas Amazônicas. Resultado do cruzamento das variedades Conilon e Robusta, selecionadas ao longo dos anos pelos produtores locais. Pessoas que representam a diversidade de sete etnias indígenas, agricultores familiares e quilombolas.

Cultivada em 17 mil propriedades de pequena escala em 15 municípios, a produção representa mais de 90% de todo o café produzido na Amazônia. Assim as condições climáticas e os solos da região criam condições favoráveis ​​para um ciclo de maturação do café intermediário a tardio. Isso que permite imprimir sensações gustativas que reúnem dulçor e aromas achocolatados, amadeirados, frutados, picantes, herbáceos a um café encorpado.

Confira as Indicações Geográficas do Café no Brasil / Arte: Ministério da Agricultura

IGs de café

A Indicação Geográfica (IG) é um instrumento de propriedade industrial que busca distinguir a origem geográfica de um determinado produto ou serviço. Dessa forma, é dividida em Indicação de Procedência (IP) ou a Denominação de Origem (DO)

A Indicação de Procedência se refere ao nome geográfico de país, cidade, região ou localidade de seu território. Região que se tenha tornada conhecida como centro de extração, produção ou fabricação de determinado produto.

Já a Denominação de Origem, além de levar em consideração o nome geográfico também considera qualidades ou características. Essas devem ser exclusivas ou essencialmente ligadas ao meio geográfico, incluídos fatores naturais e humanos.

Das 88 indicações geográficas registradas no Brasil,13 são referentes a cafés. Assim, somando uma região produtora de 419 municípios nos estados de São Paulo, Minas Gerais, do Espírito Santo, de Rondônia, do Paraná e da Bahia. As 13 IGs representam 12 regiões do país, já que o Cerrado Mineiro está registrado nas duas modalidades: IP e DO.

Ouro verde

Nos séculos 19 e 20, o sucesso da cafeicultura no sudeste do Brasil gerou um superávit de renda. E isso favoreceu a então emergente industrialização do país.

A forte imigração italiana ainda se reflete nos dias de hoje. Há muitos descendentes em cafeeiros localizados em estados como Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Bahia e Paraná.

Atualmente, o país possui aproximadamente 300 mil estabelecimentos produtores de café, dos quais 78% são considerados da cafeicultura familiar.

Por isso, tais lavouras produtoras de café, além de atender os mercados mais exigentes internos e externos, também contribuem para fortalecer aspectos econômicos, sociais e ambientais, requisitos indispensáveis para o desenvolvimento sustentável do setor.

Assim, o café está presente nas cinco macrorregiões do país, em 16 estados da Federação, nos quais 1.448 municípios produzem café, o que corresponde a aproximadamente 26% dos municípios brasileiros, com a geração direta e indireta de mais de 8 milhões de empregos.

Leia o material completo do Ministério da Agricultura em comemoração ao Dia Internacional do Café.