Conheça os prejuízos provocados pela Broca nos cafezais
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Conheça os prejuízos provocados pela Broca nos cafezais

Praga compromete o desempenho dos cafeeiros, levando efeitos para toda cadeia de produção

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A broca do café, um pequeno besouro, é uma praga que pode causar prejuízos significativos para toda a cadeia de produção, desde o produtor até as indústrias torrefadoras. De acordo com a literatura e com a reportagem produzida pela Folha Rural (edição Setembro/2020), em condições de maior infestação da praga, a perda de produtividade pode chegar a 20%, principalmente devido ao menor peso dos grãos brocados.

Além disso, a praga também impacta na classificação física, em que os grãos brocados compõem a catação e, quanto maior o percentual de catação, menor é o preço do café que o produtor recebe.

Os lotes com maior percentual de café brocado também gera maior custo para preparo na indústria, devido à necessidade de reprocessamento para remover ao máximo os grãos brocados e, assim, obter um café que atenda os limites da legislação. De acordo com a Resolução da ANVISA, o café torrado e moído pode apresentar no máximo 60 fragmentos de insetos em 25 gramas de café. Acima deste limite, é impróprio para consumo.


Clima

A reprodução e desenvolvimento da broca são muito influenciados pelas condições climáticas como umidade e temperatura. Normalmente nos anos em que o outono e inverno são muito secos e o período chuvoso tem chuvas mais frequentes, a pressão de broca na colheita seguinte é menor. A baixa umidade relativa do ar provoca ressecamento dos grãos que ficam na lavoura, o que reduz a reprodução da broca. Por isso, a praga costuma atacar mais nos talhões localizados na beira de mato, mais adensados e mais sombreados, já que nestes locais a umidade do ar é maior.
Já nos anos em que o outono e inverno são mais úmidos, a infestação de broca na safra seguinte aumenta. Com relação à temperatura, a broca apresenta maior infestação nos anos com temperaturas mais elevadas.


Outros fatores

Além do clima, vários outros fatores influenciam no ataque da praga. O café que fica na lavoura após a colheita e varrição é um dos fatores de maior influência. Nas propriedades onde os processos de colheita, repasse e varrição são bem feitos, não sobram frutos que servirão para a broca sobreviver até a safra seguinte. Em anos de preços mais baixos existe uma tendência de alguns talhões ficarem sem a varrição e até algumas lavouras com produtividade muito baixa acabam não sendo colhidas, podendo causar um aumento da broca no ano seguinte.

Outro fator importante é a eficiência das pulverizações. Em anos de chuvas muito volumosas e frequentes, o serviço de pulverização é afetado, pois muitas vezes o produtor não consegue pulverizar os talhões atacados no momento certo, o que prejudica a performance do produto, caso a broca já tenha se alojado dentro do fruto.


Manejo para combater a Broca

Para o um bom manejo da broca, é fundamental que o produtor monitore e saiba quais talhões apresentam maior pressão da praga para implementar as práticas de manejo. Dentre as principais: capricho na colheita; repasse e varrição da lavoura, especialmente nos talhões que ocorreram mais broca na safra atual; a poda; uso de armadilhas e pulverizações.

O conhecimento sobre o comportamento da broca é fundamental para o sucesso no manejo da praga e para a produção de um café que atenda as exigências do mercado e, assim, preservar a sustentabilidade e o acesso do café brasileiro ao mercado nacional e internacional.