Crise na Colômbia pode atrasar embarque de café em até quatro meses
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Crise na Colômbia pode atrasar embarque de café em até quatro meses

Crise na Colômbia pode atrasar embarque de café em até quatro meses

Desde o final do mês de abril, pelo menos 600 mil sacas de café não foram embarcadas em virtude dos bloqueios logísticos, principalmente, no porto de Buenaventura

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A crise humanitária enfrentada pela Colômbia pode atrasar, em até quatro meses, o embarque de café destinado à exportação. A estimativa é que, desde o final do mês de abril, pelo menos 600 mil sacas deixaram de ser embarcadas em virtude da ocorrência de bloqueios.

De acordo com informações publicadas pelo site Notícias Agrícolas, a situação e os problemas enfrentados pela crise interna do país chamam a atenção do mercado de café arábica, já que a Colômbia é o segundo maior produtor de café tipo arábica do mundo e responsável por 10% das exportações globais de café. 

A Federação Nacional dos Cafeicultores (FNC) informou que há mais de um mês o país vive em um cenário de protesto e violência e, que desde o dia 28 de abril, pelo menos 600 mil sacas de café não foram embarcadas com os bloqueios logísticos que acontecem, principalmente, no porto de Buenaventura, principal via de escoamento de café do país. 

Paralisação no embarque

O porta-voz da Federação Nacional dos Cafeicultores, Roberto Vélez Vallejo, em vídeo ao site Notícias Agrícolas, afirma que a condição é crítica, que o país passa por uma severa crise humanitária e que a situação é muito grave para a cafeicultura e para toda sociedade colombiana. 

O representante da federação destaca que a paralisação nos embarques deve comprometer a entrada de, pelo menos, 500 milhões de dólares no país. Além de afetar a reputação da Colômbia, já que não está ocorrendo a entrega para as indústrias que precisam do produto e essas empresas devem comprar de outras origens para atender a demanda e o consumidor final. 

De acordo com Veléz, a partir do momento em que a situação for normalizada, as exportações de café devem levar cerca de três ou quatro meses para retomar o ritmo de embarque. Ele aponta ainda que, atualmente, acontece a colheita no Sul do país, o que aumenta ainda mais a tensão sobre o escoamento dos grãos. 

Bolsa de Nova York

No dia 1º de junho, a análise internacional do site Barchart informou que cerca de 500 caminhões de café chegaram ao Porto de Buenaventura, mas ainda não há informações se os embarques voltaram de fato. 

Diante das ocorrências, a Bolsa de Nova York reagiu registrando valorização expressiva e com as cotações acima dos 160 cents/lbp nas principais referências.

Vélez afirma que os preços atuais são mais atrativos para o produtor colombiano, mas que não é possível aproveitar os bons preços devido a severa crise humanitária que atinge o país.