EPAMIG avalia alternativas sobre fertilizantes minerais
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EPAMIG avalia alternativas sobre fertilizantes minerais

EPAMIG avalia alternativas sobre fertilizantes minerais

Pesquisa agropecuária avança para encontrar maneiras de reduzir e otimizar o uso desses insumos

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Um possível desabastecimento de fertilizantes minerais tem preocupado agricultores no Brasil e no mundo.

Embora não haja uma alternativa para a substituição total desses produtos atualmente, a pesquisa agropecuária avança em diversos estudos. O foco são maneiras de reduzir e otimizar o uso desses insumos, priorizando práticas agrícolas mais sustentáveis.

Dentre as tecnologias poupadoras de fertilizantes minerais, está o manejo da fertilidade por meio da análise do solo. Isto torna as recomendações de adubação mais eficientes na utilização dos nutrientes pelas plantas, resultando na máxima produtividade da cultura.

Fertilizantes minerais

A EPAMIG vem, pois, testando o uso de adubos orgânicos associados ou não a fertilizantes minerais e com organominerais. Assim, capazes de potencializar a eficiência na absorção de nutrientes pela planta.

“A premissa é obter maior produtividade com a mesma quantidade ou com doses menores destes fertilizantes com eficiência aumentada (aqueles com potencial para liberar os nutrientes no momento em que as plantas mais necessitam)”, explica o pesquisador da EPAMIG, Alex Teixeira Andrade.

“As pesquisas apontam que é possível substituir parcialmente os fertilizantes minerais por fertilizantes organominerais. Melhorando o crescimento das plantas, a qualidade do solo e a fixação de dióxido de carbono (CO2). No entanto, não se trata de uma fonte alternativa, uma vez que o processo de produção desses organominerais utiliza fertilizantes minerais”, acrescenta o pesquisador.

De acordo com o pesquisador Sânzio Mollica Vidigal, “nas pesquisas com hortaliças, café e culturas anuais, os fertilizantes organominerais apresentam bom desempenho. Em função de efeitos sinérgicos que ocorrem no solo, qualidade em nutrientes e função potencial para a fixação de gás carbônico”. Mas, chama atenção para o fato de que são necessários mais estudos para se precisar resultados a médio e longo prazo.

Pesquisas

Na utilização de fertilizantes minerais, a EPAMIG desenvolve pesquisas para obtenção da dose ótima de diversos nutrientes. Promovendo, assim, a melhoria na recomendação de adubação, o uso racional de fertilizantes e, consequentemente, um melhor manejo da fertilidade do solo para diversas culturas.

Dessa forma, um exemplo deste melhor manejo da fertilidade é a aplicação foliar do micronutriente molibdênio (Mo). Ele aumenta a eficiência do uso do nitrogênio em diversas plantas, promovendo a redução da dose de Nitrogênio (N) aplicada.

Na cultura da cebola, a aplicação foliar de molibdênio permitiu a redução de até 100 kg/ha de N para a obtenção da máxima produção de bulbos. E, na cultura do feijão, o uso de Mo, seja na aplicação foliar ou em sementes enriquecidas com este micronutriente possibilita a redução na adubação em cobertura com nitrogênio.

Também para cultura do feijoeiro, estudos focam outras alternativas para a redução ou eliminação da adubação nitrogenada. Dentre elas, o uso do clorofilômetro como ferramenta para determinação da quantidade exata de adubação nitrogenada para o feijoeiro comum (a análise do teor de clorofila nas folhas, permite precisar a quantidade dos nutrientes fundamentais na planta). E uso de inoculação e coinoculação com rizóbio (bactérias fixadoras de Nitrogênio) a azospirilum (que produz ácido indol-3-acético (AIA), uma auxina que atua no alongamento celular).