Especialíssimo destaca força feminina na produção de cafés especiais
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Especialíssimo destaca força feminina na produção de cafés especiais

Especialíssimo destaca força feminina na produção de cafés especiais

Paixão e dedicação à cafeicultura têm mostrado a força das mulheres no setor e no programa de cafés especiais da Cooxupé

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O Especialíssimo, criado pela Cooxupé e SMC Specialty Coffees, tem comprovado a força feminina na produção de cafés especiais. Isto porque o programa selecionou e premiou quatro produtoras cooperadas como finalistas da edição de 2021.

Especialíssimo e elas

Filha de produtores rurais, Ieda Cristina Baquião cresceu no interior de Minas Gerais, onde predomina o cultivo do café.

Assim, para ela, a mulher sempre esteve anônima trabalhando no plantio, colheita e seca no terreiro. Por isso, é muito gratificante acompanhar de perto a força feminina na produção de cafés especiais.

“As mulheres sempre foram atuantes no setor do café, mas faltava esse reconhecimento”, frisa.

De acordo com Ieda, o programa Especialíssimo promove e reconhece a importância do papel da mulher na sociedade como um todo.

“A mulher é e sempre foi muito dedicada ao trabalho. Assim, organiza, planeja com antecedência, é mais observadora e rígida”, afirma.

“Temos carinho especial com a produção. Além disso, uma visão ampla, cuidado diferenciado e amor por aquilo que está fazendo. A mulher, cada vez mais, vem ocupando posições transformadoras no setor cafeeiro”, reforça a produtora.

Ieda Cristina Baquião, de Nova Resende (MG)

Mais Especialíssimo

Elizabeth de Oliveira Souza, também celebra o reconhecimento, assim como a expansão da força feminina na produção de cafés especiais.

“A cafeicultura entrou na minha vida por meio do meu sogro e depois com o meu marido. Mas, como ambos faleceram cedo, tive que tomar a frente da produção de café e ensinar meus filhos”, conta.

Elizabeth de Oliveira Souza, de Cabo Verde (MG)

De acordo com a produtora, foi uma honra receber a notícia de que seu café estava entre os 50 melhores lotes do Especialíssimo.

“Fiquei muito feliz e orgulhosa. Para mim, o diferencial da mulher na produção de cafés especiais é que elas fazem tudo com mais carinho, amor e dedicação”, diz.

Maria Soraia, que também se destacou no Especialíssimo 2021, garante que sempre foi muito apaixonada pela atividade do campo. Esse foi seu primeiro passo para a cafeicultura.

“A iniciativa do programa Especialíssimo é de grande importância para a minha continuidade na produção de cafés especiais.”

Maria Soraia, de Serra do Salitre (MG)

Cafés de qualidade

Assim, a cafeicultura está presente há várias gerações na família de Jéssica Paula Magalhães. O Especialíssimo também a premiou na edição 2021.

Ela conta que desde pequena acompanha o cuidado que seus pais têm com o café e que ensinaram a ela e ao irmão.

Hoje, trabalho na área da saúde, sou formada em Fisioterapia, mas continuo cuidando das minhas lavouras e seguindo a tradição da família”, conta.

Jéssica Paula Magalhães, de Nova Resende (MG)

Por outro lado, para Jéssica, a mulher produtora vem recebendo reconhecimento na cafeicultura brasileira. “A força feminina na produção de cafés especiais tem se destacado”.

De acordo com ela, a mulher sempre esteve presente na agricultura familiar, no trabalho do campo, com dedicação, zelo e muito amor. “Esse reconhecimento nos incentiva a querer sempre mais buscar qualidade nas nossas produções”, frisa.

E o reconhecimento do programa Especialíssimo só veio confirmar, pois, que ela e seu pai estão no caminho certo, produzindo café de qualidade.

“O cuidado com as lavouras vem desde a análise do solo, adubação e fertilização no tempo certo, colhendo os frutos bem maduros e fazendo o processo de seca dos grãos no terreiro”, conclui.