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Governo Federal deve adotar restrições em hidrovias e à irrigação

Governo Federal deve adotar restrições em hidrovias e à irrigação

As ações estão em fase de avaliação, mas deverão ser tomadas no médio prazo para que se possa armazenar água nos reservatórios para ser utilizada em momentos de pico de consumo

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O Governo Federal deve adotar restrições em hidrovias e à irrigação como medida para preservar o armazenamento dos reservatórios de água, para ser utilizado em momentos de pico de consumo e evitar o desabastecimento de energia elétrica.

De acordo com matéria publicada no site Ceará Agora as medidas estão sendo estudadas em razão de uma seca histórica na região onde estão as principais hidrelétricas do Brasil para garantir que não faltará eletricidade no país. 

Diante da situação, o Governo Federal criou uma “sala de situação” para acompanhar a evolução do suprimento de energia, que reúne diversos ministérios, além do de Minas e Energia (MME), incluindo ainda as agências de energia (Aneel) e de águas (ANA), sob comando da Casa Civil da Presidência da República.

Emergência hídrica 

O site EPBR divulgou que o órgãos do governo emitiram um alerta de emergência hídrica para cinco estados brasileiros no período de junho a setembro.

O Sistema Nacional de Meteorologia (SNM) classificou como ‘severa’ a situação de Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Goiás, São Paulo e Paraná, com previsão de pouco volume de chuva para o período. 

De acordo com o órgão são justamente os estados da bacia do Rio Paraná, que abastece o reservatório de Itaipu Binacional, Furnas e pelo menos outras seis grandes usinas hidrelétricas. 

Alerta histórico

O SNM é um sistema novo do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), criado para antecipar riscos meteorológicos. Pela primeira vez foi emitido um Alerta de Emergência Hídrica em todos os mais de cem anos de serviços meteorológicos no país.

De acordo com nota técnica do órgão, a falta de chuvas está provavelmente relacionada ao La Niña, fenômeno climático que altera a temperatura da superfície do mar e reduz chuvas no Sul do Brasil, e à Oscilação Antártica, que altera a pressão atmosférica na região e impede que sistemas de chuva se desloquem para regiões continentais da América do Sul.

Gestores do setor elétrico

Para discutir as ações a serem postas em prática, integrantes do MME chamaram gestores do setor elétrico de 2001 (quando houve racionamento) e de 2014 (ano em que ocorreu outra seca histórica).

Uma das primeiras medidas tomadas foi a decisão de fazer um leilão extra para a contratação de termelétricas que não fazem parte do sistema de fornecimento de energia do país. O governo já havia acionado todas as termelétricas disponíveis e vem importando energia da Argentina e do Uruguai.

A escassez de chuvas já levou a uma alta no custo de energia, devido ao acionamento das térmicas. Diante do cenário, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) poderá acionar a bandeira tarifária 2, o que resultará em aumento na conta de luz.