Privatização do porto de Santos vai gerar R$ 16 bilhões em investimentos
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Privatização do porto de Santos deve gerar R$ 16 bilhões em investimentos

Privatização do porto de Santos deve gerar R$ 16 bilhões em investimentos

Leilão para a privatização do porto está previsto para o primeiro semestre do ano que vem; entre os investimentos planejados está a melhoria nos acessos.

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A privatização do porto de Santos deve gerar cerca de R$ 16 bilhões em investimentos. A informação foi divulgada pela Exame. De acordo com a reportagem de Carla Aranha, a privatização do porto de Santos está prevista para o primeiro semestre do ano que vem.

Segundo o Ministério da Infraestrutura, os estudos de modelagem econômica estão quase finalizados e a consulta pública deve acontecer até novembro.

“Todo o processo já avançou bastante”, declarou à Exame o secretário Nacional de Portos e Transportes Aquaviários do Ministério da Infraestrutura, Diogo Piloni.

Assim, o ministério conseguiu fazer uma estimativa mais precisa sobre o potencial do leilão do porto de Santos.

Privatização

Conforme a publicação, várias melhorias estão previstas. Entre elas, o aprimoramento dos acessos terrestres ao porto e o aumento da profundidade.

Também está na pauta a construção de um túnel submerso entre Santos e o Guarujá.

Menos carbono

A preocupação com a sustentabilidade e o meio ambiente também chegou ao porto de Santos, hoje administrado pela estatal Santos Port Authority (SPA). Recentemente, o porto fechou uma parceria com a Rede Brasil do Pacto Global, da ONU.

Assim, o porto adotou iniciativas referentes à descarbonização. Ou seja, ações para eliminar impurezas e reduzir o excesso de carbono.

Além disso, outras medidas serão tomadas. Como a elaboração de um inventário de emissão de gases de efeito estufa. Bem como a implantação de tecnologias voltadas para a despoluição do mar.

Porto de Santos

O porto de Santos fechou o primeiro semestre com resultados positivos

Segundo a SPA, no trimestre de abril a junho, o lucro líquido foi de R$ 98,9 milhões. Ou seja, recorde trimestral histórico da estatal que administra o Porto de Santos. Bem como aumento de 126% em relação ao mesmo período do ano passado.

“O bom resultado foi mais uma vez impulsionado pelo aumento da receita e queda de custos e despesas. Combinação que se tornou marca registrada da SPA”, declarou a empresa em comunicado.

Por outro lado, o faturamento superou a marca de R$ 1 bilhão. Assim, pela primeira vez, deverão ser distribuídos dividendos ao governo federal.

De acordo com a SPA, a nova fase da companhia se deve a uma reestruturação de gestão. Além do aumento da movimentação de cargas e uma política de cortes de custos.

Em 2020, o lucrou chegou a R$ 202,5 milhões.

“A Companhia está pronta para a desestatização. Ganhamos eficiência e qualidade na prestação de serviços. Reduzimos custos, fortalecemos a liquidez, mapeamos e endereçamos todos os passivos”, declarou o diretor de Administração e Finanças da SPA, Marcus Mingoni.