Projeto da Epamig vai medir índices de carbono na produção
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Projeto da Epamig vai medir índices de carbono na produção

Projeto da Epamig vai medir índices de carbono na produção

Estudos realizados em Uberaba (MG) vão quantificar entradas e saídas de carbono dos sistemas, bem como a quantidade de água utilizada para cada quilograma de forragem produzida

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Com foco nos compromissos firmados na COP-26, a Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) fará um projeto que vai medir índices de carbono na produção.

Assim, haverá a quantificação das entradas e saídas de carbono do solo durante a produção de forragem, em sistema de integração lavoura-pecuária (ILP) e lavoura-pecuária-floresta (ILPF).

Além disso, o projeto vai analisar a quantidade de água utilizada para cada quilograma de forragem produzida nesses sistemas em comparação com outros sistemas convencionais.

Índices de carbono na produção

De acordo com dados do IBGE, no Brasil, as pastagens constituem a base da produção de ruminantes e ocupam cerca de 150 milhões de hectares. No entanto, a degradação dessas áreas, em várias regiões brasileiras, tem diminuído a produtividade de forragem. Ou seja, o que compromete a sustentabilidade ambiental e a rentabilidade do pecuarista.

“O fato é que a degradação de áreas de pastagens afeta diretamente a produção de forragem, a ciclagem de nutrientes e ciclos geoquímicos de carbono e água. Esse cenário é um desafio para a agricultura atual. É preciso manter os altos níveis de produtividade para obter produção de biomassa, fotossíntese, ciclagem de nutrientes e estruturação física do solo. Esse é um ciclo virtuoso que possibilita a sustentabilidade da agropecuária”, afirma o pesquisador da Epamig e coordenador da pesquisa, Fernando Franco.

O pesquisador explicita, ainda, que nos últimos anos os sistemas integrados de produção têm feito parte do cenário agropecuário brasileiro.

Sistemas

Sistemas que unem pecuária com a atividade agrícola, em rotação, consórcio ou sucessão, na mesma área e em um mesmo ano, são classificados como sistema de integração lavoura-pecuária (ILP).

Já os sistemas que associam as características de ILP com a atividade florestal, na mesma área e no mesmo tempo, são os sistemas de integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF).

“A recuperação de pastagens degradadas é um trabalho que não pode esperar. Nessa perspectiva, os sistemas integrados de produção são alternativas sustentáveis e lucrativas. As colheitas agrícolas amortizam os custos da recuperação das pastagens; as florestas confortam o animal e fixam carbono na madeira, preferencialmente utilizada na indústria de móveis. A Epamig segue firme no seu propósito de gerar as melhores soluções para os produtores e para o meio ambiente”, diz.

As etapas da pesquisa

A pesquisa da Epamig será no Campo Experimental Getúlio Vargas, em Uberaba. Assim, os experimentos serão feitos na safra agrícola 2021-2022 e terão duração de dois anos, com término previsto para agosto de 2023.

Fernando Franco conta que haverá plantio de mudas de Corymbia citriodora, espécie de eucalipto conhecido por produzir madeira de excelente qualidade e potencial moveleiro.

Além disso, haverá o plantio de sementes de milho entre os renques das árvores em consórcio com brachiaria Urochloa brizantha, da cultivar Marandu.

Dessa forma, como parâmetro, os estudos serão realizados ao lado de uma pastagem degradada e de uma mata nativa. Ambas presentes no Campo Experimental da Epamig em Uberaba.

Por fim, ao todo, haverá produção de forragem em cinco sistemas diferentes: pastagem degradada, pastagem em monocultivo, lavoura em monocultivo, ILP e ILPF.